FIQUE POR DENTRO: INSCRIÇÕES ABERTAS PARAS AS OFICINAS AUDIOVISUAIS DO 5o FESTIVAL DE CINEMA LATINO AMERICANO DE SÃO PAULO





O período de inscrição vai de 22 de junho a 01 de julho



Estão abertas as inscrições para as oficinas audiovisuais promovidas pelo 5º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, que acontece de 12 a 18 de julho no Memorial da América Latina, Sala Cinemateca BNDES, Cinusp, MIS e Cinesesc, sempre com entrada franca. 
Fones: 2539-3861/3851/3871


São cinco oficinas teóricas e práticas de cinema voltadas para público amplo, ministradas em espanhol e português: Estratégias de Co-Produção e Difusão; Crítica, Montagem, Direção e Criação Cinematográfica e Roteiro.



Gratuitas, as inscrições podem ser feitas de 22 de junho a 01 de julho através do endereço eletrônico oficinas@festlatinosp.com.br. Os interessados deverão enviar currículo referente à área audiovisual em português e uma carta de intenção (os interessados nos cursos de Produção e Roteiro devem enviar a carta de intenção em espanhol), com tamanho máximo de uma lauda.


As oficinas são uma realização da Cinemateca Brasileira, da Sociedade Amigos da Cinemateca e da Ciba-Cilect (Cilect Ibero América – Centre International de Liaison des Écoles de Cinema et Télèvision). O Festival é uma realização do Memorial da América Latina e da Secretaria de Estado da Cultura, com organização da Associação do Audiovisual.


Os selecionados são divulgados até 8 de julho de 2010.


Oficina “Crítica”

Professor responsável: José Carlos Avellar
Dias: 13, 14, 15 e 16 de julho de 2010, das 10h00 às 13h00
Total de vagas: 15
Local: Memorial da América Latina



José Carlos Avellar: Jornalista de formação, Avellar trabalhou por mais de vinte anos como crítico de cinema do Jornal do Brasil. Atualmente é integrante do conselho editorial da revista Cinemais e da publicação virtual El ojo que piensa, da Universidade de Guadalajara (México). É consultor dos festivais internacionais de cinema de Berlim (desde 1980), de San Sebastián (desde 1993) e de Montreal (desde 1995). Desde 2006 é também curador (com Sérgio Sanz) do Festival de Gramado. Já publicou vários livros de ensaios sobre cinema, entre eles "A ponte clandestina – teorias de cinema na América Latina", e é co-autor de dezenas de trabalhos sobre o cinema brasileiro e latino-americano - entre eles "Le Cinéma Brésilien" (Centre Pompidou, Paris).



Oficina “Roteiro”
Professor responsável: Flavio González Mello

Dias: 13, 14, 15, 16 e 17 de julho de 2010, das 10h00 às 13h00
Total de vagas: 15
Local: Memorial da América Latina


Flavio González Mello: Mexicano, é autor de narrativas para cinema, televisão e teatro. O filme “Domingo siete”, escrito e dirigido por ele, obteve o Prêmio Ariel para Melhor Média-Metragem de Ficção pela Academia Mexicana de Cinema em 1997. Escreveu o roteiro original de “Pachito Rex”, produzido pelo IMCINE e CCC (México). Também dirigiu uma série de programas de televisão e é autor de algumas bem-sucedidas peças de teatro como “Olímpia 68” (2008), Édipo en Colofón (2009), entre outras.


Oficina “Direção e criação cinematográfica”

Professor responsável: Marcelo Gomes
Dias: 13, 14, 15, 16 de julho de 2010, das 10h00 às 13h00
Total de vagas: 15
Local: Memorial da América Latina


Marcelo Gomes:  Dirigiu diversos documentários para TV e colaborou para o roteiro de “Madame Satã”, de Karim Aïnouz, com quem dirigiu a vídeo-instalação “Ah! Se a vida fosse sempre assim”, para a 26ª Bienal de São Paulo em 2004.  Seu longa-metragem “Cinema, Aspirinas e Urubus” foi premiado na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes 2005; melhor filme do 29ª Mostra Internacional de São Paulo e melhor filme de 2005 pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Seu último filme é “Viajo porque preciso volto porque te amo”, em direção assinada juntamente com Karim Aïnouz.



Oficina “Tendências inovadoras na criação e produção cinematográfica


(da co-produção internacional ao cinema colaborativo)
Professor responsável: Joan Álvarez
Dias: 13, 14, 15, 16 e 17 de julho de 2010, das 10h00 às 13h00
Total de vagas: 15
Local: Memorial da América Latina
Joan Álvarez: Valencia, roteirista, professor e persquisador (Universidad Internacional Menéndez Pelayo, España), tendo trabalhado em diversos projetos como assessor de co-produção.


Oficina “Montagem”


Professor Responsável: Idê Lacreta


Dias: 13, 14, 15 e 16 de julho de 2010, das 10h00 às 13h00
Total de vagas:
15
Local: MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo



Idê Lacreta: Uma das principais montadoras do cinema brasileiro, responsável pela montagem de filmes como: “O Aborto dos Outros” (Carla Gallo), “Ântonia – O Filme” (Tata Amaral), “500 Almas” (Joel Pizzi), “Latitude Zero” (Toni Venturi), “Por Trás do Pano” (Luis Vilaça), “Corpo” (Rubens Rewald e Rosana Foglia), “Urbania” (Flávio Frederico), “Um copo de cólera” (Aluísio Abranches), “O Pais dos Tenentes” (João Batista de Andrade), “Um Céu de Estrelas” (Tatá Amaral), “Ópera do Malandro” (Ruy Guerra), entre outros.

Contato:
prod.oficinas@festlatinosp.com.br
Produção - Oficinas
V Festival Latinoamericano de Cinema de São Paulo


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 Estréia dia 03 de julho, às 19h00
Local: Centro Cineclubista de São Paulo
Rua: Augusta, 1.239 - Conj. 13 e 14
Tel. 11 - 3214.3906
 
Começamos com Santiago Álvarez e uma pequena mostra, com dois exemplares dos seus 1.493
"NOTICIERO ICAIC LATINOAMERICANO" .

"El Nuevo Tango";
"Cómo, por qué y para qué se asesina um general?
"De América soy hijo... y a ella me debo...", longa metragem praticamente inédito no Brasil, assim como os dois curtas.
Com legendas em português.
"Las piezas de la filmografía de Santiago Álvarez que recoge esta entrega, exemplares y comprometidas - el compromisso sin atenuantes fue su credo - muestran una escuela que enriqueció algo más que nuestra mirada, nuestra cosmovisión. En ella aprendimos una verdad martiniana que hoy sabemos irrecusable, recogida en uno de sus títulos: "De América soy hijo... y ella me debo...". Nos le enseñó em el mejor método, el de la eficacia artística, que cuando es sentida y acentrada no está reñida con la militancia".
 
Reynaldo Gonzalez
Premio Nacional de Literatura de Cuba
 
Após a sessão haverá debate com uma convidada especial
 
 
UM POUCO SOBRE SANTIAGO

"Não creio no cinema pré-concebido. Não creio no cinema para a posteridade. A natureza social do cinema demanda uma maior responsabilidade por parte do cineasta. É urgência do Terceiro Mundo. Essa impaciência criadora do artista, produzirá a arte dessa época, a arte da vida de dois terços da população mundial".
Santiago Alvarez in Cine Cubano, n. 54-55, 1969


Santiago Alvarez nasceu no dia 8 de março de 1919 em Habana Velha , Cuba. Estudou medicina durante dois anos e nunca terminou. Em 1938 foi para os EUA tentar fortuna e lá teve a vivência que o levaria para o cinema. Segundo ele: "foi uma grande lição e experiência de vida. Pude ver o que significava de verdade os EUA para mim, para o povo cubano e para o povo americano. Depois que voltei dos EUA, tornei-me comunista". A radicalização política de Santiago Alvarez foi o maior saldo de sua odisséia norte-americana. Ele mesmo chegaria a afirmar que se fez marxista-leninista nos EUA por volta de 1940.
Após seu regresso a Cuba, matriculou-se no curso livre de Filosofia da Faculdade de Filosofia e Letras. Em seguida, junto aos companheiros Alfredo Guevara, Júlio Garcia Espinosa, Álvaro Alonso, Leo Brouwer, entre outros, fundou a Sociedade Cultural Nosso Tempo. Uma sociedade que, sem exagero, construiu o alicerce da política cultural da Revolução de 1959.
 
Santiago Alvarez estreou no cinema aos 40 anos de idade. Sua obra fílmica destaca-se de pronto por sua amplitude. Foram cerca de 600 cinejornais, 96 filmes e 3 vídeos, composto primordialmente de documentários mas também de títulos de ficção (Os refugiados na Cova do Morto) e de animação (Os Dragões de Ha-Long!).
 
Na obra de Santiago Alvarez é possível reconhecer, entre outros, o compromisso cinejornalístico revolucionário de Jorís Ivens e Roman Karmen, a ênfase na montagem e o recurso a intertítulos de Vertov, a combinação das mais variadas técnicas e materiais imagéticos de Cris Marker, a recusa à narração off e o experimentalismo sonoro de Peleshian. O estilo de Santiago Alvarez combina isso tudo e algo mais.
 
Na esfera visual, ele recorre sem qualquer hierarquização e pudor a tudo que tem a mão para ordenar seu discurso fílmico. A mesma estratégia se aplica a construção sonora e musical de seus filmes. No mais das vezes, os filmes de Santiago Alvarez articulam em sua banda musical trilhas especialmente compostas, música clássica, pop, canções de protesto, composições tipicamente nacionais e variantes em torno delas, repetindo em nível sonoro o aspecto de colagem do campo imagético.
 
"A razão para tanta inventividade é a necessidade" , reconhece o próprio cineasta, que confessa jamais escrever roteiros para seus documentários. Sendo que, segundo ele, o definitivo se dá na sala de montagem. O roteiro é produzido de verdade na sala de montagem.Para Alvarez, a realidade no cinema não se capta, mas sim se constrói: "Gosto mais do filme documentário, pois para mim a realidade é uma ficção constante. Gosto de filmar e elaborar, a mim me interessa registrar e participar dessa realidade".

Extraido do livro "O Olho da Revolução: O Cinema Urgente de Santiago Alvarez", de Amir Labaki (Editora Iluminuras, 1994).
 


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O Cineclube Lunetim Mágico realiza todo o último sábado de cada mês seu projeto de exibição de curtas-metragens independentes.

Participe.

Realizadores, façam contato, envie-nos seu vídeo.



CINECLUBE LUNETIM MÁGICO /
CENTRO CINECLUBISTA DE SÃO PAULO


           CONVIDAM PARA A SESSÃO DE CURTAS INDEPENDENTES


         Sábado, 26 de Junho 18:30 horas / grátis

                   RUA AUGUSTA 1239, 1º. ANDAR, CONJUNTOS 13 E 14
                          (EM FRENTE AO BAR IBOTIRAMA)


                                      
                                           
programação:



Crônica de Mente Documentário - 13:30 minutos
Direção: Clêmie Ferreira Blaud
Relatos e experiências de usuário do Caps, sendo transformando em roteiro e num futuro vídeo.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-==-=-=
Pânico em SP – Documentário - 10 minutos
Direção: Cláudio Morelli
Os punks de São Paulo, vistos em seus redutos e nas ruas da cidade. Depoimentos em off sobre seu modo de vida, sua visão da sociedade, seus conflitos com a polícia. Imagens de um show punk, com jovens dançando. Canções dos grupos Olho Seco, Inocentes e Cólera.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-==-=-=
Indústria da MorteDocumentário 4:30 minutos
Realização: Armadilha Produções
Utilizando como gancho a exposição do poderio bélico e militar de confronto urbano, o vídeo indaga o que é militarismo e para que serve.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
Verde ÁguaDocumentário 4:19 minutos
Realização: Eliana Maurelli
Um pedido de socorro para a Pedreira em Itaquera, que aos poucos sucumbe aos interesses imobiliários da região.
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Gregório Delgado Ficção - 21 minutos
Realização: Caixa Preta
Acossado pelas ideias, o pai de Deus parte para civilizar o planeta júpiter; O filme é produção de usuários do Caps.
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FantasmaFicção 7 minutos
Direção: Helio Martins Jr.
Ao caminhar apressado pelas ruas de São Paulo Claudio percebe que há algo de diferente nele e com a cidade.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
Coletivo de Vídeo Popular www.videopopular.wordpress.com
Centro Cineclubista de São Paulo www.centrocineclubista.blogspot.com
 
Realizadores debatem suas produções.
Bate papo + Música
  
Mais Informações:
lunetim@hotmail.com
11 – 2841.8989/ 3214.3906 / 7038.6836



Apoio:

www.bangalo.estantevirtual.com.br



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